MARÍLIA / SP - terça-feira, 17 de julho de 2018

REDUÇÃO DE ANTIINFLAMATÓRIOS

REDUÇÃO DE ANTIINFLAMATÓRIOS

O uso de medicamentos para alívio da dor é sempre um problema por causa dos efeitos colaterais, como gastrites, lesões hepáticas e renais.  Em Campinas, durante 2003, o consumo mensal de antiinflamatórios foi de 534.336 comprimidos de diclofenaco de sódio; em 2004, a média mensal foi de 601.856, e em 2005 de 644.366.

Em 2006, o consumo mensal esperado era de 700.000 comprimidos de antiinflamatórios. Mas, a média mensal ficou em 570.000 comprimidos. O fato mostra a redução de 74.336 comprimidos ou 12,5% em relação ao ano passado, uma resposta direta à maior utilização da craniopuntura.

De acordo com o coordenador de Saúde Integrativa, Dr. Willian Hyppolito Ferreira, o sucesso e os bons resultados do projeto devem-se à iniciativa levada adiante em conjunto com a AMBA, que ministrou diversas aulas para os médicos de Campinas. E, também, à dedicação dos que estão realizando a técnica nas Unidades Básicas de Saúde e outros locais. A iniciativa reduziu a dor dos pacientes, enquanto realizam as hipóteses diagnósticas necessárias, e os respectivos tratamentos de cada doença.

Hoje, 95 médicos da cidade já utilizam essa técnica nos quadro dolorosos de seus pacientes, correspondendo a 10% por cento de médicos da rede municipal de saúde local. 

Segundo o presidente da AMBA, Dr. Ruy Tanigawa, outro trabalho semelhante foi realizado recentemente em Piracicaba (SP). “Pretendemos estender a realização deste e outros cursos em várias regiões do Estado de São Paulo e do Pais”. Com isso, a AMBA dá um suporte mais eficiente à saúde da população, e a custos menores em função do menor uso de medicamentos. Além disso, trata-se de uma de atualização técnica gratificante para o médico, que constata  uma recuperação mais rápida de seus pacientes”, disse o Dr. Ruy.

A maioria dos pacientes das redes públicas de saúde e até uma boa parcela da rede privada, deixa os tratamentos por causa do mau atendimento e custos elevados dos medicamentos. E, por conseqüência, deixa de procurar o médico por este mesmo motivo. Passado algum tempo, esse paciente retorna, muitas vezes com outro médico, mas seu quadro clínico está agravado por causa da evolução da doença. Daí a necessidade premente do estabelecimento de políticas públicas de saúde realísticas, onde todos tenham oportunidades. E, principalmente, com respeito à hierarquia e funções do médico. Afinal, saúde é um direito do cidadão e não massa de manobra política ou favor como querem alguns governantes.

Fonte: AMBA NEWS